Relatório sobre o Impacto da IA Generativa no Direito · Edição 2026
Como a advocacia brasileira está usando IA em 2026
Pesquisa com mais de 1.800 profissionais do Direito sobre adoção, percepções e resultados da IA generativa, feita por seis seccionais da OAB, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio.
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77%dos profissionais do Direito usam IA pelo menos uma vez por semana. Em 2025, eram 55%.
Realização
Seis seccionais da OAB se juntaram a Trybe, Jusbrasil e ITS Rio para acompanhar, ano a ano, a evolução da IA no setor jurídico.
O que os dados mostram
- 77%
dos profissionais do Direito usam IA pelo menos uma vez por semana. Em 2025, eram 55%
- 84%
de quem adotou IA teve as expectativas atendidas ou superadas
- 91%
perceberam melhora na qualidade técnica do trabalho final
- 37%
economizam mais de 5 horas por semana com IA. Outros 47% economizam até 5 horas
- 78%
de quem não usa IA nunca fez nenhum treinamento sobre o tema
- 8%
dos casos têm a liderança propondo o uso de IA. Em 2025, eram 14%
A IA já está na rotina de três em cada quatro profissionais. O desafio agora é das organizações: 51% não têm diretrizes formais para o uso.
O que você vai encontrar no relatório
Perfil de quem respondeu
Idade, formação, renda, região e área de atuação dos mais de 1.800 participantes. 81% têm mais de 35 anos e 72% têm pós-graduação, mestrado ou doutorado.
Adoção da IA no Direito
Perfis de uso, ferramentas, casos de uso, intenção de investimento e adoção pelas organizações. O uso frequente subiu de 55% para 77% em um ano.
Percepção do impacto
Como os profissionais avaliam os efeitos da IA, as preocupações, a transparência sobre o uso e as lacunas de aprendizado. A percepção positiva subiu de 48% para 56%.
Resultados da adoção
Expectativa contra realidade, tempo economizado, bem-estar, qualidade técnica e o que faz a IA dar resultado. 84% de quem adotou teve as expectativas atendidas ou superadas.
O que dizem as lideranças das instituições
“A Inteligência Artificial já faz parte da rotina da advocacia, como mostram os dados do relatório. Hoje, o debate já não é mais sobre se ela será utilizada, mas sobre como integrá-la de forma estratégica ao trabalho. Quando usada com critério, a IA permite que o profissional dedique mais tempo ao que realmente faz a diferença: a análise crítica, a estratégia jurídica e a construção de uma relação de confiança com o cliente.”

Leonardo Sica
Presidente da OAB SP
“Quanto ao advogado do futuro, temos de discutir apenas qual o percentual mais importante: o domínio da IA ou o saber jurídico. É óbvio que o acúmulo de conhecimento jurídico não é mais um insumo que detém o monopólio da construção de um advogado bem-sucedido do ponto de vista técnico.”

Luiz Fernando Casagrande Pereira
Presidente da OAB PR
“Buscar informações para o aperfeiçoamento do uso dessas ferramentas, a exemplo do que fizemos com essa pesquisa, é fundamental para compreender as necessidades da advocacia, para que possamos oferecer melhores técnicas e utilizações da IA. A tecnologia está à nossa disposição, e cabe a nós integrá-la com inteligência e ética para construirmos uma advocacia mais ágil, estratégica e, acima de tudo, humana.”

Daniela Borges
Presidente da OAB BA
“A inteligência artificial transforma a advocacia ao otimizar rotinas e ampliar o potencial estratégico dos profissionais. Ao liberar advogados de tarefas repetitivas, favorece a inovação e o relacionamento com clientes. Exige, porém, uso ético e vigilante, sem substituir o julgamento humano. Pesquisas sobre sua adoção orientam uma evolução equilibrada, fortalecendo a atuação e a excelência jurídica.”

Rafael Lara Martins
Presidente da OAB GO
“A inteligência artificial já é uma realidade no exercício da advocacia, e os dados mostram que quem se qualifica sai na frente. Mais do que acompanhar uma tendência, é nosso papel garantir que essa transformação aconteça com responsabilidade, preparo técnico e valorização da atuação humana, que continua sendo essencial para a Justiça.”

Ingrid Zanella
Presidente da OAB PE
“Na OAB/ES, estamos comprometidos em preparar a advocacia capixaba para a nova realidade tecnológica do Direito. A inteligência artificial já impacta a rotina jurídica e precisa ser compreendida e utilizada com responsabilidade. Este relatório integra nosso esforço para oferecer conhecimento e ferramentas que coloquem a advocacia do Espírito Santo na vanguarda dessa transformação.”

Erica Neves
Presidente da OAB ES
“A IA no Direito só atinge seu potencial pleno quando é moldada pela realidade e pelas necessidades reais da prática jurídica.”

Luiz Paulo Pinho
Cofundador do Jusbrasil
“É cada vez mais evidente que incentivar o uso de IA de forma ética e segura é essencial dentro de qualquer organização. Em geral, com ou sem diretrizes claras, profissionais tendem a testar diferentes ferramentas e avaliar onde podem incorporar a IA no seu dia a dia. Mas uma adoção sem apoio institucional apresenta uma série de riscos que poderiam ser facilmente mitigados com medidas simples de governança e capacitação. A pesquisa retrata isso muito bem e reforça a importância desse debate para a advocacia brasileira.”

João Victor Archegas
Coordenador de Direito no ITS Rio
“O profissional do Direito já abraçou a IA, mas os dados mostram um descompasso preocupante: a inovação está acontecendo 'fora do radar' das organizações. É imprescindível e urgente que as lideranças assumam o controle dessa narrativa. O relatório comprova que o resultado real com a IA não acontece por acaso, mas de um ambiente que incentive o uso, garanta governança e invista em qualificação. Capacitar equipes é o alicerce para que o avanço não seja apenas rápido, mas principalmente responsável, produtivo e focado no que o ser humano faz de melhor: a estratégia e o relacionamento com clientes.”

Matheus Ganem
CEO da Trybe
Depoimentos de quem está na vanguarda
Como a pesquisa foi feita
Estudo exploratório com dados coletados por formulário online, divulgado nos canais das nove instituições realizadoras. Participaram mais de 1.800 profissionais do Direito de todas as regiões do Brasil, 16% a mais do que na edição de 2025. Num cenário de amostragem probabilística, um volume dessa magnitude garante nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%.
Como a participação foi espontânea, o perfil dos respondentes pode incluir mais profissionais já interessados em tecnologia. O relatório detalha esses cuidados na seção de metodologia.
Ficha técnica
- Coordenação geral
- Leonardo Sica, Daniela Borges, Rafael Lara Martins, Erica Neves, Matheus Ganem, Luiz Paulo Pinho e João Victor Archegas
- Equipe de pesquisa
- Arllen Jorge e Heloisa Bianchini
- Análise e tratamento dos dados
- Matheus Ganem
- Revisão técnica
- Letícia Ishiyama, João Filipe Silva Dias, Realle Palazzo, Felipe Lima, Marina Marinho e João Victor Archegas
O relatório em resumo
- Nome
- Relatório sobre o Impacto da IA Generativa no Direito: panorama sobre adoção, percepções e resultados, edição 2026
- Realização
- OAB SP, OAB PR, OAB BA, OAB GO, OAB PE, OAB ES, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio
- Participantes
- Mais de 1.800 profissionais do Direito, de todas as regiões do Brasil
- Metodologia
- Estudo exploratório com formulário online. Nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%, num cenário de amostragem probabilística
- Capítulos
- Perfil demográfico, adoção da IA, percepção do impacto e resultados da adoção
- Principal achado
- O uso frequente de IA subiu de 55% em 2025 para 77% em 2026
- Publicação
- Edição anterior
- 2025, com OAB SP, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio
- Acesso
- Gratuito e sem cadastro
Perguntas frequentes
Quem fez o relatório?
As seccionais da OAB de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, com a Trybe, o Jusbrasil e o ITS Rio.
Quantas pessoas participaram da pesquisa?
Mais de 1.800 profissionais do Direito, de todas as regiões do Brasil. É 16% a mais do que na edição de 2025.
Preciso me cadastrar para ler?
Não. O relatório é gratuito e abre direto no navegador.
Como a pesquisa foi feita?
Por um formulário online divulgado nos canais das instituições realizadoras. É um estudo exploratório: a participação foi espontânea, e o relatório explica na seção de metodologia os cuidados para interpretar os dados.
O que mudou em relação à edição de 2025?
A pesquisa passou de quatro para nove instituições realizadoras e de mais de 1.500 para mais de 1.800 participantes. Pela primeira vez, mede os resultados concretos da IA, como tempo economizado e qualidade técnica, e traz dados de governança e orçamento das organizações.
Posso citar os dados do relatório?
Sim, citando a fonte: Relatório sobre o Impacto da IA Generativa no Direito, edição 2026 (OABs SP, PR, BA, GO, PE e ES, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio).
Haverá novas edições?
Sim. A proposta do estudo é voltar nos próximos anos para acompanhar a evolução da IA no Direito.
Leia o relatório completo
Os dados completos, com os recortes por perfil e área de atuação.
Ler o relatórioQuer comparar com o ano anterior? Conheça o 1º Relatório, edição 2025