Relatório sobre o Impacto da IA Generativa no Direito · Edição 2026

Como a advocacia brasileira está usando IA em 2026

Pesquisa com mais de 1.800 profissionais do Direito sobre adoção, percepções e resultados da IA generativa, feita por seis seccionais da OAB, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio.

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77%dos profissionais do Direito usam IA pelo menos uma vez por semana. Em 2025, eram 55%.

Relatório O impacto da IA no Direito, edição 2026

Realização

  • OAB São Paulo
  • OAB Paraná
  • OAB Bahia
  • OAB Goiás
  • OAB Pernambuco
  • OAB Espírito Santo
  • Trybe
  • Jusbrasil
  • ITS Rio

Seis seccionais da OAB se juntaram a Trybe, Jusbrasil e ITS Rio para acompanhar, ano a ano, a evolução da IA no setor jurídico.

O que os dados mostram

A IA já está na rotina de três em cada quatro profissionais. O desafio agora é das organizações: 51% não têm diretrizes formais para o uso.

O que você vai encontrar no relatório

  1. Perfil de quem respondeu

    Idade, formação, renda, região e área de atuação dos mais de 1.800 participantes. 81% têm mais de 35 anos e 72% têm pós-graduação, mestrado ou doutorado.

  2. Adoção da IA no Direito

    Perfis de uso, ferramentas, casos de uso, intenção de investimento e adoção pelas organizações. O uso frequente subiu de 55% para 77% em um ano.

  3. Percepção do impacto

    Como os profissionais avaliam os efeitos da IA, as preocupações, a transparência sobre o uso e as lacunas de aprendizado. A percepção positiva subiu de 48% para 56%.

  4. Resultados da adoção

    Expectativa contra realidade, tempo economizado, bem-estar, qualidade técnica e o que faz a IA dar resultado. 84% de quem adotou teve as expectativas atendidas ou superadas.

O que dizem as lideranças das instituições

“A Inteligência Artificial já faz parte da rotina da advocacia, como mostram os dados do relatório. Hoje, o debate já não é mais sobre se ela será utilizada, mas sobre como integrá-la de forma estratégica ao trabalho. Quando usada com critério, a IA permite que o profissional dedique mais tempo ao que realmente faz a diferença: a análise crítica, a estratégia jurídica e a construção de uma relação de confiança com o cliente.”
Foto de Leonardo Sica

Leonardo Sica

Presidente da OAB SP

“Quanto ao advogado do futuro, temos de discutir apenas qual o percentual mais importante: o domínio da IA ou o saber jurídico. É óbvio que o acúmulo de conhecimento jurídico não é mais um insumo que detém o monopólio da construção de um advogado bem-sucedido do ponto de vista técnico.”
Foto de Luiz Fernando Casagrande Pereira

Luiz Fernando Casagrande Pereira

Presidente da OAB PR

“Buscar informações para o aperfeiçoamento do uso dessas ferramentas, a exemplo do que fizemos com essa pesquisa, é fundamental para compreender as necessidades da advocacia, para que possamos oferecer melhores técnicas e utilizações da IA. A tecnologia está à nossa disposição, e cabe a nós integrá-la com inteligência e ética para construirmos uma advocacia mais ágil, estratégica e, acima de tudo, humana.”
Foto de Daniela Borges

Daniela Borges

Presidente da OAB BA

“A inteligência artificial transforma a advocacia ao otimizar rotinas e ampliar o potencial estratégico dos profissionais. Ao liberar advogados de tarefas repetitivas, favorece a inovação e o relacionamento com clientes. Exige, porém, uso ético e vigilante, sem substituir o julgamento humano. Pesquisas sobre sua adoção orientam uma evolução equilibrada, fortalecendo a atuação e a excelência jurídica.”
Foto de Rafael Lara Martins

Rafael Lara Martins

Presidente da OAB GO

“A inteligência artificial já é uma realidade no exercício da advocacia, e os dados mostram que quem se qualifica sai na frente. Mais do que acompanhar uma tendência, é nosso papel garantir que essa transformação aconteça com responsabilidade, preparo técnico e valorização da atuação humana, que continua sendo essencial para a Justiça.”
Foto de Ingrid Zanella

Ingrid Zanella

Presidente da OAB PE

“Na OAB/ES, estamos comprometidos em preparar a advocacia capixaba para a nova realidade tecnológica do Direito. A inteligência artificial já impacta a rotina jurídica e precisa ser compreendida e utilizada com responsabilidade. Este relatório integra nosso esforço para oferecer conhecimento e ferramentas que coloquem a advocacia do Espírito Santo na vanguarda dessa transformação.”
Foto de Erica Neves

Erica Neves

Presidente da OAB ES

“A IA no Direito só atinge seu potencial pleno quando é moldada pela realidade e pelas necessidades reais da prática jurídica.”
Foto de Luiz Paulo Pinho

Luiz Paulo Pinho

Cofundador do Jusbrasil

“É cada vez mais evidente que incentivar o uso de IA de forma ética e segura é essencial dentro de qualquer organização. Em geral, com ou sem diretrizes claras, profissionais tendem a testar diferentes ferramentas e avaliar onde podem incorporar a IA no seu dia a dia. Mas uma adoção sem apoio institucional apresenta uma série de riscos que poderiam ser facilmente mitigados com medidas simples de governança e capacitação. A pesquisa retrata isso muito bem e reforça a importância desse debate para a advocacia brasileira.”
Foto de João Victor Archegas

João Victor Archegas

Coordenador de Direito no ITS Rio

“O profissional do Direito já abraçou a IA, mas os dados mostram um descompasso preocupante: a inovação está acontecendo 'fora do radar' das organizações. É imprescindível e urgente que as lideranças assumam o controle dessa narrativa. O relatório comprova que o resultado real com a IA não acontece por acaso, mas de um ambiente que incentive o uso, garanta governança e invista em qualificação. Capacitar equipes é o alicerce para que o avanço não seja apenas rápido, mas principalmente responsável, produtivo e focado no que o ser humano faz de melhor: a estratégia e o relacionamento com clientes.”
Foto de Matheus Ganem

Matheus Ganem

CEO da Trybe

Depoimentos de quem está na vanguarda

Roberto Sant'Anna
Paulo Novelli

Como a pesquisa foi feita

Estudo exploratório com dados coletados por formulário online, divulgado nos canais das nove instituições realizadoras. Participaram mais de 1.800 profissionais do Direito de todas as regiões do Brasil, 16% a mais do que na edição de 2025. Num cenário de amostragem probabilística, um volume dessa magnitude garante nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%.

Como a participação foi espontânea, o perfil dos respondentes pode incluir mais profissionais já interessados em tecnologia. O relatório detalha esses cuidados na seção de metodologia.

Ficha técnica

Coordenação geral
Leonardo Sica, Daniela Borges, Rafael Lara Martins, Erica Neves, Matheus Ganem, Luiz Paulo Pinho e João Victor Archegas
Equipe de pesquisa
Arllen Jorge e Heloisa Bianchini
Análise e tratamento dos dados
Matheus Ganem
Revisão técnica
Letícia Ishiyama, João Filipe Silva Dias, Realle Palazzo, Felipe Lima, Marina Marinho e João Victor Archegas

O relatório em resumo

Nome
Relatório sobre o Impacto da IA Generativa no Direito: panorama sobre adoção, percepções e resultados, edição 2026
Realização
OAB SP, OAB PR, OAB BA, OAB GO, OAB PE, OAB ES, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio
Participantes
Mais de 1.800 profissionais do Direito, de todas as regiões do Brasil
Metodologia
Estudo exploratório com formulário online. Nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%, num cenário de amostragem probabilística
Capítulos
Perfil demográfico, adoção da IA, percepção do impacto e resultados da adoção
Principal achado
O uso frequente de IA subiu de 55% em 2025 para 77% em 2026
Publicação
Edição anterior
2025, com OAB SP, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio
Acesso
Gratuito e sem cadastro

Perguntas frequentes

Quem fez o relatório?

As seccionais da OAB de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, com a Trybe, o Jusbrasil e o ITS Rio.

Quantas pessoas participaram da pesquisa?

Mais de 1.800 profissionais do Direito, de todas as regiões do Brasil. É 16% a mais do que na edição de 2025.

Preciso me cadastrar para ler?

Não. O relatório é gratuito e abre direto no navegador.

Como a pesquisa foi feita?

Por um formulário online divulgado nos canais das instituições realizadoras. É um estudo exploratório: a participação foi espontânea, e o relatório explica na seção de metodologia os cuidados para interpretar os dados.

O que mudou em relação à edição de 2025?

A pesquisa passou de quatro para nove instituições realizadoras e de mais de 1.500 para mais de 1.800 participantes. Pela primeira vez, mede os resultados concretos da IA, como tempo economizado e qualidade técnica, e traz dados de governança e orçamento das organizações.

Posso citar os dados do relatório?

Sim, citando a fonte: Relatório sobre o Impacto da IA Generativa no Direito, edição 2026 (OABs SP, PR, BA, GO, PE e ES, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio).

Haverá novas edições?

Sim. A proposta do estudo é voltar nos próximos anos para acompanhar a evolução da IA no Direito.

Leia o relatório completo

Os dados completos, com os recortes por perfil e área de atuação.

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Quer comparar com o ano anterior? Conheça o 1º Relatório, edição 2025